Saúde & Alegria

Programas

Desenvolvimento Territorial

O programa é a base social e política do trabalho realizado pelo Projeto Saúde e Alegria. A partir da lógica das comunidades e dos cenários socioambientais o programa conduz ações fortalecendo a autogestão de suas representações.

A ocupação na região é tomada de forma desordenada e vem sendo constantemente ameaçada pela exploração ilegal da madeira e pela expansão do agronegócio. A grilagem de terra e os conflitos territoriais contribuem para o aumento do desmatamento, transformando a região em zona de grande disputa politica e territorial entre diversos atores sociais.

Diante do cenário, o PSA contribui através da assessoria que realiza as lideranças locais para que os povos da floresta possam se apropriar de seus territórios a partir do fortalecimento das organizações que integram os Assentamentos, Glebas e Unidades Conservação. Apoiar as bases locais é colaborar no controle social das politicas públicas, na defesa de suas terras e no bom manejo de seus recursos naturais para que possam ter viabilidade econômica, social e ambiental de suas áreas.

As iniciativas contemplam a Gestão Comunitária e o Mapeamento Participativo, ações que contribuem com a permanência das comunidades com direitos assegurados.

Projetos

Saúde Comunitária

A saúde foi o ponto de partida para a criação do Projeto Saúde e Alegria. Aliar o lúdico com mensagens educativas foi a solução encontrada para prevenir doenças de origem primária, mas que contribuíam com o alto índice de desnutrição e mortalidade infantil na região do Oeste do Pará.

O difícil acesso, as longas distâncias, as populações dispersas, o baixo investimento em saneamento, a dificuldades de transporte e de comunicação somavam para que o Sistema Único de Saúde (SUS) alcançasse de modo insuficiente as comunidades localizadas na zona rural.

Diante deste quadro, o Programa de Saúde do PSA procurou somar esforços às politicas públicas para assegurar o direito a saúde e reduzir os níveis de exclusão destas populações, tornando mais acessíveis os serviços assistenciais e construindo ações resolutivas no campo da atenção básica com forte viés de prevenção e educação.

Em 2004 o PSA deu inicio a projetos na área do saneamento em novas áreas atendidas e que culminou na implantação de mais de 5 mil sanitários com fossas rústicas, distribuição de filtros de água para praticamente 100% das famílias, implantação de microssistemas de água encanada nos polos maiores e a perfuração de poços semiartesianos em localidades menores.

Através das parcerias das Prefeituras locais, representações comunitárias, universidades e organizações afins foi desenvolvido um modelo demonstrativo de saúde, participativo e adaptado à realidade amazônica, a operação da Unidade Móvel de Saúde – Navio “Abaré” – que hoje é referência do Ministério da Saúde para aplicação de politicas e estratégias de atenção básica em toda região.

Projetos

Empreendimentos Sustentáveis

Os povos tradicionais garantem sua sobrevivência través do extrativismo dos recursos naturais de forma sustentável e solidária. Contudo a imposição do modelo de desenvolvimento cujo esteio é a exploração desenfreada desses recursos de modo predatório vem comprometendo o modo de vida dessas populações.

O Programa Empreendimentos Sustentáveis visa desenvolver iniciativas atestáveis que contribuam para elevar a renda familiar, garantir a segurança alimentar e reduzam o impacto sobre o meio ambiente. São elementos socioeconômicos estratégicos para a melhoria da qualidade de vida, conservação das florestas e desenvolvimento regional.

Assim o PSA apoia experiências como o turismo de base comunitária e a produção artesanal com matérias-primas florestais, como formas de complementação de renda, integradas a ações de segurança alimentar, agroecologia e energias renováveis. A expansão dessas iniciativas cooperou na ampliação e articulação com outros atores sociais, públicos e privados.

Projetos

Educação e Comunicação

O programa visa ampliar as oportunidades de aprendizagem, despertando a cidadania e a consciência ambiental para o desenvolvimento e a valorização da cultura local. Na Amazônia, o resgate cultural é também educação ambiental, uma vez os dois processos estão intimamente relacionados à importância dos rios e da floresta na vida das pessoas.

A infância e a juventude são prioridades absolutas, especialmente porque mais de 53% da população atendida tem até 19 anos, sendo um dos segmentos no qual mais se projetam as contradições sociais da região. Buscamos o desenvolvimento integral das novas gerações de ribeirinhos com a garantia de seus direitos fundamentais.

Diante da realidade educacional das comunidades ribeirinhas, este componente se torna estratégico. O acesso ao ensino fundamental tem melhorado nos últimos anos, porém, somente 7,5% dos jovens conseguem concluir o ensino médio. Onde existem escolas, com poucos recursos além do livro didático, o currículo segue padrões nacionais ainda pouco apropriados à realidade e à cultura local.

O programa promove ações complementares às escolas, através de arranjos educativos locais que são formados como polos de uma Rede de Aprendizagem Colaborativa, animando processos de educação nas escolas e comunidades, englobando iniciativas como a Rede Mocoronga de Comunicação Popular, a Inclusão Digital na Floresta, Educação pelos Direitos da Infância, e o Circo Mocorongo de Saúde e Alegria.

Projetos

Rede Mocoronga

Notícias

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