Mapeamento Participativo

A apropriação irregular de áreas públicas e a pressão sobre os recursos naturais são sérios problemas na Amazônia. Acirram os conflitos sociais, contribuem com o desmatamento da região e afetam os direitos das comunidades tradicionais que ocupam esses territórios há décadas.Para fortalecer a gestão comunitária de seus territórios desde a implantação do Laboratório de Geoprocessamento em 2006, o PSA vem apoiando as comunidades localizadas em áreas protegidas, assim como em comunidades que se encontram em áreas de conflitos fundiários.Através de processos formativos para o uso da ferramenta do Geoprocessamento (conjunto de tecnologias de coleta, tratamento e visualização de dados geográficos) os comunitários constroem os mapas onde moram. Neles são reunidas todas as informações que possuem: a presença dos ramais, as infraestruturas, igarapés, lagos, áreas de extrativismo, áreas de conflito pela madeira, pelo pescado, desmatamento, pastagem e o avanço do agronegócio.O mapeamento participativo do território é uma forma de resistência das comunidades tradicionais frente à grilagem e a apropriação indevida dos recursos naturais. O documento é base para auxiliar as lideranças comunitárias na gestão e uso sustentável de suas terras, bem como apoiar o ordenamento territorial e a regularização fundiária e para os órgãos públicos e privados serve de apoio para a construção e aplicação de politicas públicas mais adequadas para a região.
Entenda mais sobre essa importante tecnologia social assistindo o vídeo Mapa da Gente