Saúde & Alegria

O Projeto

 PSA-BmSA_PalhacosO Projeto Saúde e Alegria (PSA) atua na Amazônia com o objetivo de promover e apoiar processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável, que contribuam de maneira demonstrativa no aprimoramento das políticas públicas, na qualidade de vida e no exercício da cidadania.

Iniciou suas ações em 1987 junto a 16 comunidades-piloto da zona rural de Santarém/Pará. A partir de 2000, começou a expansão gradual de sua área de cobertura. Além de Santarém, atua hoje diretamente em mais três municípios do oeste paraense – Belterra, Aveiro e Juruti – atendendo em torno de 30 mil pessoas, sobretudo populações tradicionais, muitas delas em situação de risco e vulnerabilidade.

Procura somar esforços para inclusão destas populações, seja na facilitação do acesso aos serviços públicos, como na construção participativa de soluções adaptadas que tragam benefícios concretos e se constituam em tecnologias socioambientais passiveis de ganho de escala e replicação, inclusive em outros contextos.

Conta com uma equipe técnica interdisciplinar, que visita regularmente as comunidades para implementar programas voltados para o ordenamento territorial, fundiário e ambiental; organização social, cidadania e direitos humanos; produção familiar e geração de renda; saúde e saneamento; educação, cultura, comunicação e inclusão digital.

A arte, o lúdico e a comunicação são os principais instrumentos de educação e mobilização. Por meio de métodos abertos de construção multilateral do saber, adaptados ao universo cultural local, procura-se envolver todos os segmentos e faixas etárias, qualificando-os como multiplicadores – lideranças, produtores rurais, empreendedores locais, professores, agentes de saúde, grupos de mulheres, jovens e crianças.

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Gra Circo Mocorongo: ribeirinhos apresentam músicas, poesias, esquetes educativas e culturais

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Rede Mocoronga: jovens repórteres formados para produção/difusão de mídias diversas

 

 

 

 

 

 

 

 

Diagnósticos participativos facilitam o acompanhamento continuado dos resultados pelos moradores e  o planejamento conjunto das ações, oferecendo os instrumentos para apoiar a população na gestão de seu desenvolvimento.

Nos últimos anos, o ganho de escala, as soluções encontradas, os bons resultados, o amplo quadro de alianças, a mobilização, credibilidade e visibilidade obtidas consolidou o papel do PSA na região como instituição fomentadora de programas de desenvolvimento sustentável.

Em decorrência disso, o PSA vem sendo demandado de forma crescente para assessorar instituições públicas, privadas, ONG’s e movimentos sociais na disseminação de sua experiência, o que oportuniza e cria condições favoráveis para uma nova etapa de trabalho que amplie sua capacidade de transformação social em todos os aspectos.

Programas de Desenvolvimento Integrado

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Prêmios e Certificações

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Biblioteca

Almanaque da Resex Tapajos-Arapiuns

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Guia de Apoio Pedagógico

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Mapa da área de atuação do PSA

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Mapeamento Participativo e Planos de Uso

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Prazer em Conhecer – Maró e Aruã

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Prazer em Conhecer – Resex Tapajós-Arapiuns

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A Região

Navegue no mapa com Saúde e Alegria

Amazônia

A pesca artesanal _ uma das atividades mais contantes na vida do cabolco-2A Amazônia Legal ocupa cerca de 60% do território nacional, o que permite ao Brasil deter o maior patrimônio genético, a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical do mundo – ativos determinantes na regulação climática do planeta – uma riqueza imensurável, que se manejada de forma sustentada e includente poderá impactar o desenvolvimento do país como um todo.

 Com uma população de mais de 23 milhões de cidadãos de expressiva diversidade sociocultural – povos indígenas, caboclos, mestiços e migrantes – a Amazônia supre o país com produtos florestais, minérios, agropecuária e energia. Uma região de importância estratégica crescente em tempos de aquecimento global, do futuro com economias de baixo carbono, acordos internacionais em torno da biodiversidade e serviços ambientais.

No entanto, não se resolve o ambiental sem oferecer respostas ao social. As tais riquezas não se converteram em benefícios concretos para o amazônida. Uma parcela significativa da população – sobretudo das zonas rurais, foco do trabalho do Projeto Saúde e Alegria – encontra-se excluída das condições mínimas de bem-estar econômico e social, com dificuldades de acesso aos serviços de saúde, saneamento, educação, energia, transporte e comunicação.

O público historicamente atendido pelo PSA no oeste paraense é composto, em sua maioria, por populações tradicionais distribuídas ao longo de rios e estradas, em comunidades entre 30 e 200 famílias, ocupando terras devolutas ou áreas de Assentamentos, Glebas e Unidades de Conservação.

Vivem do extrativismo e da agricultura familiar, mas já não conseguem garantir a própria subsistência em função da diminuição dos recursos naturais. O sistema público, embora venha se aperfeiçoando, ainda tem alcance insuficiente nessas áreas. A maioria das comunidades não conta com acesso ao ensino médio completo. Doenças simples e evitáveis, de origem primária, tornam-se graves devido à falta de intervenção efetiva e adequada.

Habitam uma região rica em recursos, mas estão submetidos ao empobrecimento crescente, principalmente porque suas potencialidades são mal aproveitadas, faltando apoio técnico e retaguarda institucional para que se desenvolvam.

Neste sentido, o PSA procura somar esforços para aprimorar estratégias de desenvolvimento local/regional que promovam a participação cidadã e facilitem o acesso destas populações às políticas e serviços públicos. Partindo das necessidades mais prementes e da contrapartida dos moradores, são construídas soluções adaptadas que trazem benefícios concretos e servem como referências demonstrativas de tecnologias socioambientais replicáveis – principalmente pelo Poder Público – elevando a escala e abrangência do trabalho.

 

A História

Como Começou

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Eugênio Scannavino Netto

O Projeto Saúde e Alegria – PSA – nasceu de uma experiência prática dos empreendedores sociais Eugênio Scannavino Netto (médico sanitarista) e Márcia Silveira Gama (arte educadora), contratados em 1983 pela Prefeitura de Santarém/PA para assistência em saúde nas comunidades ribeirinhas.

Por encontrarem uma situação em que a maioria das doenças poderia ser evitada, além do atendimento médico, incorporaram também ações de prevenção, pesquisas, treinamento de voluntários locais – os “Patrulheiros da Saúde” – e gincanas educativas que pudessem melhorar as condições de higiene e reduzir os altos índices de desnutrição e mortalidade infantil.

Frente ao assistencialismo da época, a ideia de usar metodologias participativas, arte educativas e de autogestão já apontava um caminho mais eficiente para produzir transformações profundas e definitivas nas condições da vida da população. No entanto, após quase dois anos de trabalho bem sucedido, as atividades tiveram que ser interrompidas com o término do mandato municipal.

Em 1985, para garantir a continuidade das ações de forma mais ampla e independente, foi criada a ONG CEAPS – Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental – conhecida como Projeto Saúde e Alegria (PSA).

Marcia Gama

Marcia Gama

Contou com colaboradores como Sérgio Arouca (FioCruz) e Cesare Della Rocca (Unicef), que acreditaram na proposta, apoiaram a manutenção das atividades comunitárias e a busca de financiamentos.

Em 1987, foi possível estabelecer o primeiro convênio de cooperação, marco do inicio efetivo das atividades do PSA, através de recursos do BNDES (Finsocial), interveniência da Universidade Federal do Pará e supervisão técnica da Fundação Oswaldo Cruz.

Uma equipe executora foi montada, se juntando a Márcia e Eugênio, cuja experiência inicial norteia a filosofia de trabalho do PSA até hoje, seja com a SAÚDE, entendida de forma holística, ampla, ligada a tudo e todos, seja com a ALEGRIA, através do lúdico, da arte educação, como instrumentos de mobilização e difusão dos conhecimentos, que deram origem ao Gran Circo Mocorongo de Saúde e Alegria.

Cabe lembrar também dos profissionais que integraram essa primeira trupe de trabalho nos anos 80 – Caetano Scannavino, José Carlos Della Vedova, Magnolio Oliveira, Paula Bonatto, Gustavo Carvalho, Mauro Vianna, Paulo Almeida, Valeria Leão, Alex Cordeiro, Pimentinha, Romildo Oliveira, Gerciene Belo, Gorda Azevedo, Marcelo Bezerra, Debora Tabacof, Airton Castro, Ana Trancoso, Juliana Mota, Rosival Dias, Jair Resende, Helio Barbin, Dona Eugenia (SEARA), entre outros empreendedores sociais que ajudaram a erguer o PSA juntamente com as comunidades.

Caetano Scannavino colaborou para a construção da Rede Mocoronga de Comunicação Comunitária com os jovens ribeirinhos, outro símbolo do trabalho do PSA. No início dos anos 90, assumiu a linha de frente da Organização junto com seu irmão Eugênio, reforçada também pelo educador e palhaço Magnolio de Oliveira, ambos até hoje na Instituição.

 De lá para cá, o projeto agregou muitos outros empreendedores sociais, principalmente da região, que contribuíram com novas ideias e conhecimentos, que associados ao saber das comunidades, ampliou e diversificou o leque de ações do PSA.

A experiência se consolidou gradualmente numa proposta de desenvolvimento comunitário integrado, iniciada com 16 comunidades piloto e que, a partir dos anos 2000, começou a se multiplicar de forma horizontal para novas áreas, com a gestão compartilhada com os próprios comunitários.

 Hoje, o PSA atua diretamente em quatro municípios da região oeste do Pará, gerando benefícios práticos e continuados a cerca de 30 mil pessoas, tendo se tornado referência como instituição fomentadora de programas de desenvolvimento sustentável.

Saiba mais sobre o plano estratégico de continuidade. Clique aqui e baixe o documento.

Etapas

Diagnóstico participativo, mobilização comunitária e prioridades de curto prazo.

Remoção de paciente

Remoção de paciente

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O lúdico em prol da saúde – produção do soro caseiro

Com a fundação do CEAPS, foi possível estabelecer em 1987 o primeiro convênio de cooperação com recursos do FINSOCIAL/BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), interveniência da FADESP/UFPA (Universidade Federal do Pará) e supervisão técnica da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz), marco do início efetivo das atividades do Projeto Saúde e Alegria.

Foram selecionadas 16 comunidades piloto da área rural de Santarém de acordo com critérios de carência econômica, concentração populacional e participação na experiência anterior.

A elaboração de um Diagnóstico Participativo – identificando as prioridades de curto, médio e longo prazo – apontou a saúde como um dos principais desafios. A partir dela, se desencadearam as atividades dos demais programas do projeto.

Iniciou-se um amplo processo de educação e participação comunitária para ações básicas que trouxessem respostas imediatas aos problemas encontrados. Conforme os resultados iam sendo alcançados, os moradores se sentiam estimulados para ampliar a mobilização em torno de seu próprio desenvolvimento, o que possibilitou a organização de grupos multiplicadores em cada uma das localidades envolvidas.

Monitores de saúde voluntários foram formados para o atendimento às doenças mais comuns e orientação às famílias. Distribuiu-se cloro para o tratamento da água de consumo, incentivou-se o uso do soro caseiro, tecnologias apropriadas de saneamento básico foram implantadas, e campanhas trimestrais de multivacinação infantil promovidas, monitorando a saúde das crianças de 0 a 5 anos.

Produtores rurais receberam assistência técnica para aumentar a oferta de alimentos. Grupos de mulheres se envolveram no combate à desnutrição a partir do uso de plantas nativas. Nas escolas, professores e crianças participaram de oficinas de saúde e ecologia. Jovens foram treinados como repórteres para produção de jornais locais, animações de rádio e vídeos participativos, apoiando as campanhas educativas.

Tudo isso acontecia com o uso de metodologias lúdicas e participativas. O Circo Mocorongo tornou-se o principal espaço de mobilização para a difusão popular dos conteúdos e na maior expressão de identidade do Saúde e Alegria.

Prioridades de médio e longo prazo: “A crise financeira trouxe dificuldades, mas o Projeto sobreviveu”

EF-Agro04Ao longo dos três anos de trabalho, os resultados já eram bastante expressivos. No entanto, com a crise econômica brasileira no início dos anos 90 e a extinção do FINSOCIAL do BNDES pelo “Plano Collor”, o PSA perdeu repentinamente sua fonte de financiamento, ingressando em um período de extrema instabilidade financeira.

A partir de pequenas colaborações, foi possível manter uma equipe mínima trabalhando praticamente de maneira voluntária, além das atividades básicas que não podiam ser interrompidas – distribuição de cloro, vacinação e acompanhamento da saúde das crianças até 5 anos.

Apesar das dificuldades, as comunidades sempre demonstraram determinação na continuidade da proposta, garantindo o andamento mínimo dos programas mais prioritários. Mesmo assim, após quase quatro anos de insuficiência de suporte técnico, não foi possível evitar o recrudescimento de alguns indicadores – como o aumento de casos de diarreia e de desnutrição, além da desmobilização de alguns grupos.

O momento de crise coincidiu com a “Rio-92″, quando a Amazônia esteve em grande evidência internacional. Nessa época, o PSA se articulou com outras organizações da sociedade civil – sendo um dos fundadores do GTA (Grupo de Trabalho Amazônico), rede que congrega mais de 600 movimentos de base da região – e foi selecionado como uma das seis experiências para representar oficialmente o Brasil na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (UNCED-92).

A repercussão obtida aproximou a Entidade de diversas Agências de Cooperação. Entre os anos de 1993 e 1994, foram negociados novos apoios, o que permitiu a recontratação do quadro técnico, a retomada das viagens a campo, e um intenso trabalho de remobilização comunitária para recuperar a evolução programática perdida durante a crise financeira.

Desenvolvimento integrado e capacitação para gestão comunitária

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Comunidade participativa e corresponsável nas tomadas de decisões

A instabilidade vivenciada na etapa anterior trouxe lições que foram aplicadas nesta retomada, como a priorização dos processos formativos para gestão comunitária, a ampliação das parcerias com instituições afins, o monitoramento e a sistematização continuada, entre outras estratégias essenciais para a sustentabilidade das ações, o que dinamizou a estrutura gerencial e preparou a organização para as mudanças conjunturais e avanços do próprio trabalho.

A maior interação com o Poder Público permitiu que os Monitores de Saúde capacitados fossem contratados pelas Prefeituras como Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), além da implantação conjunta de Postos de Atendimento em áreas isoladas. Novas temáticas foram introduzidas, como a capacitação para o controle social e a saúde reprodutiva (prevenção às DST/AIDS, planejamento familiar, qualificação de parteiras, etc.). Com a melhoria do quadro sanitário, o trabalho pôde avançar para novas prioridades ligadas à educação, geração de renda e defesa do meio ambiente.

Procurou-se trabalhar de forma adaptada junto a cada polo comunitário. Enquanto algumas atividades abrangeram toda a área de atuação, outras de cunho demonstrativo foram dirigidas somente aos grupos realmente ativos e interessados, para multiplicação posterior, como a implantação de sistemas agroflorestais, criação de pequenos animais, qualificação da produção artesanal e abertura de linhas de microcrédito, sempre visando a elevação da renda familiar a partir de práticas ecologicamente corretas.

Professores foram capacitados em novas metodologias de ensino. O trabalho anterior com os jovens constituiu uma rede de comunicação popular – Rede Mocoronga – formada por sucursais rurais e aparelhadas com kits de rádio comunitária e editoração de impressos, apoiando as escolas, o resgate da cultura tradicional e o intercâmbio de informações e conhecimentos.

A assessoria às lideranças adquiriu caráter prioritário, visando a melhoria dos níveis de organização comunitária e a autogestão das ações implementadas. Foram apoiadas na formalização de Associações locais, na aplicação de técnicas gerenciais, na articulação com outros movimentos sociais, e na participação cidadã junto aos diversos conselhos de políticas públicas (de Saúde, das Unidades de Conservação, etc.).

Um resultado importante desta etapa foi a mobilização gerada e o capital humano acumulado a partir dos agentes multiplicadores e voluntários capacitados – lideranças, ACSs, parteiras, produtores, professores, monitores mirins (crianças de 6 a 12 anos), grupos de jovens e de mulheres – que, além de conduzirem os trabalhos em suas localidades, passaram a levar suas experiências para as comunidades vizinhas. Consolidou-se um modelo participativo de desenvolvimento integrado com os beneficiários também corresponsáveis pela sua construção.

No início dos anos 2000, a realização de um diagnóstico socioeconômico da região permitiu comparar dados entre áreas atendidas e não atendidas pelo Saúde e Alegria:

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Sustentabilidade, integração às políticas públicas e replicação da proposta

Mais comunidades com saúde e alegria na Amazônia

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Muitas das soluções construídas na etapa anterior qualificaram-se como tecnologias socioambientais adaptadas e demonstrativas, passíveis de replicação junto a outras áreas e contextos. Diante disso, o PSA iniciou a partir dos anos 2000 um processo de expansão gradual de sua atuação, seja da área de cobertura direta, do espectro de atividades ou do conjunto de parceiros.

Em 2003, sua área de atuação foi redimensionada, passando a abranger cerca de 150 comunidades que hoje integram Unidades de Conservação, Glebas, e Assentamentos das zonas rurais de Santarém, Belterra e Aveiro. Em 2009, o PSA iniciou a expansão de suas ações para o município de Juruti, na fronteira com o estado do Amazonas, totalizando uma cobertura direta de aproximadamente de 30 mil ribeirinhos.

Com o desafio da mudança de escala, as estratégias passaram a ser delineadas sob a lógica de comunidades territoriais – municípios, bacias, glebas, assentamentos, unidades de conservação, etc). Metodologias de formação de formadores e de trabalho em rede foram intensificadas. Os programas priorizaram as ações com potenciais de sustentabilidade e de integração com as políticas públicas.

Na área de Saúde, realizou-se amplo programa de saneamento nas novas áreas atendidas, iniciado em 2004, que culminou na implantação de mais de 5 mil sanitários com fossas rústicas, distribuição de filtros de água para praticamente 100% das famílias, implantação de microssistemas de água encanada nos polos maiores e a perfuração de poços semiartesianos em localidades menores.

Em 2006, foi dado um passo importante para construção de um modelo de atenção primária adaptado à realidade ribeirinha e integrado ao Poder Público, com a entrada em operação da Unidade Móvel de Saúde – Navio “Abaré” – com rodadas regulares de atendimento à mais de 70 comunidades da bacia do rio Tapajós, em parceria com as Prefeituras, funcionando nos moldes do Programa Saúde da Família (PSF), embora de forma itinerante.

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A experiência bem sucedida do Abaré se tornou objeto de estudo do Ministério da Saúde (MS), que referenciado nele baixou em 2010 a Portaria “Estratégia de Saúde da Família Fluvial”, uma política pública nacional para apoiar os municípios de toda Amazônia Legal e Pantanal na implementação de barcos-hospitais, com o objetivo de atenuar o quadro de exclusão dos ribeirinhos das áreas mais isoladas.

Com a Portaria, o Abaré se tornou a primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) do país, passando a operar a partir de 2011 via SUS – Sistema Único de Saúde – com as Prefeituras em melhores condições para assumir a gestão plena das operações. Em vista do expertise acumulado, abriram-se oportunidades ao PSA para transferência desta tecnologia social para outras regiões interessadas na sua replicação, a começar por uma segunda UBSF – “Abaré II” – repassada em 2012 ao Município de Santarém para viabilizar o acesso aos serviços de Saúde da Família Fluvial junto as comunidades ribeirinhas do rio Arapiuns.

Na área de Educação, Cultura e Comunicação, construiu-se uma rede de aprendizagem a partir de arranjos educativos locais (comunidade, escola e multiplicadores) nos principais polos de cada território, com temáticas ligadas aos direitos das crianças e adolescentes.

Professores, alunos e comunitários em geral puderam ter acesso às novas tecnologias de informação a partir de 2004 com a implantação de Telecentros movidos a energia solar, conectados a internet via satélite. Em 2009, com a ampliação do sinal 3G, iniciou-se também o uso social de dispositivos móveis como mais uma ferramenta para a inclusão digital dessas populações, impulsionando processos de educação a distancia, telesaúde, comércio online e difusão da Amazônia pelos próprios ribeirinhos, o que qualificou o PSA como um dos “Pontões de Cultura Digital” no País do Ministério da Cultura.

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A primeira metade dessa década foi marcada por índices alarmantes de desmatamento e conflitos fundiários na Amazônia, principalmente na região oeste do Pará em função da expansão da fronteira agrícola. O PSA, juntamente com outros movimentos socioambientais, apoiou a articulação entre as comunidades na constituição de federações intercomunitárias – Flona, Resex, Lago Grande, Nova Olinda – fortalecendo as representações territoriais e a defesa de suas terras.

Em 2006, o PSA reestruturou o setor de Desenvolvimento Territorial com a implantação de um laboratório de geoprocessamento (SIG), o que permitiu a realização de metodologias de mapeamento participativo através do uso de imagens de satélite, como mais uma ferramenta facilitadora a serviço das organizações de base para proposições de ordenamento fundiário e ambiental da região.

A pressão resultou na criação de novas áreas protegidas, encaminhando um mosaico de unidades territoriais em toda área de atuação do PSA, o que aumentou a responsabilidade das populações tradicionais na gestão de suas terras. Lideranças foram assessoradas para montagem de Planos de Manejo e de Desenvolvimento, gerenciamento das benfeitorias instaladas e participação nos Conselhos Consultivos e/ou Deliberativos das Unidades.

Para viabilidade econômica dos territórios, foram expandidos os empreendimentos sustentáveis na forma de iniciativas demonstrativas, apoiando a montagem de planos de negócios, processos de certificação e comercialização. Projetos de ecoturismo de base comunitária e de produção artesanal com matérias-primas florestais ganharam destaque como meios para complementação da renda, integrados à ações de segurança alimentar, agroecologia e energias renováveis.

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As ações empreendidas nesse período, em maior escala, de forma compartilhada, ampliou as articulações do PSA com outras organizações afins, redes sociais, setoriais e intersetoriais – nacionais e internacionais – elevando sua capacidade contributiva na construção de estratégias e políticas globais de desenvolvimento mais includentes e sustentáveis.

Isto também abriu novas frentes de trabalho com o PSA sendo demandado cada vez mais por atores sociais, públicos ou da iniciativa privada para disseminação das experiências em outras regiões.

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Institucional

Saiba como funciona a estrutura organizacional do Projeto Saúde e Alegria, contemplando os aspectos da gestão dos recursos, nossa natureza jurídica, os projetos e convênios desenvolvidos, as redes e articulações das quais participamos, e nossos parceiros e financiadores.

O Projeto Saúde & Alegria (nome fantasia) tem como órgão executor o CEAPS – Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental, uma instituição civil, sem fins lucrativos, fundada em 1985:

  • Reconhecida como Entidade de Utilidade Pública Municipal – Lei Nº 16.902/2001 – Santarém/PA.
  • Reconhecida como Entidade de Utilidade Pública Federal – Portaria 266 do Ministério da Justiça publicada no Diário Oficial da União (3/março/2006).
  • Registrada no Conselho Nacional de Assistência Social – Brasília/Distrito Federal – Resolução nº 174 publicada no Diário Oficial da União em 18/11/98.
  • Certificada como Entidade Beneficente de Assistência Social – Resolução nº 71 publicada no Diário Oficial da União em 28/05/07, Seção I, processo nº 71010.002694/2006-42.

SOBRE AS INSTÂNCIAS DELIBERATIVAS DO CEAPS

  • Assembleia Geral – é o órgão soberano da Entidade, constituído por todos os sócios em pleno exercício de seus direitos, que se reúne ordinariamente uma vez por ano e extraordinariamente, quando necessário, para deliberar sobre todas as questões de sua competência;
  • Diretoria – composta de quatro membros (um Presidente, um Vice-presidente, um Secretário e um Tesoureiro) e seus respectivos suplentes, eleitos em Assembleia Geral, com mandato de quatro anos, que se reúne regularmente para deliberar sobre todas as questões de sua competência;
  • Conselho Fiscal – composto por três membros e seus respectivos suplentes, eleitos em Assembleia Geral e que não fazem parte da Diretoria, com mandato de quatro anos, que se reúne pelo menos uma vez por ano para fiscalizar os atos da Diretoria, o balanço patrimonial, prestações de contas e respectivos convênios de execução.

Em conformidade com os procedimentos estatutários e as instâncias deliberativas do CEAPS, cabe à Diretoria da Entidade nomear os Coordenadores Gerais do PSA – cujos poderes são delegados pelo Presidente mediante procuração – responsáveis pela condução global do Projeto Saúde & Alegria, seja de cunho político, técnico, estratégico e administrativo, juntamente com as demais coordenações e quadros técnicos contratados pelos mesmos.

Acesse aqui o estatuto CEAPS

O Projeto Saúde & Alegria, por ser uma instituição sem fins lucrativos, depende de aportes externos para execução de suas atividades, mobilizados em sua maioria através de projetos apoiados a fundo perdido por Instituições doadoras.

A sua ação global se viabiliza a partir do conjunto dos diversos convênios de cooperação contratados e suas relações de interação e contrapartidas. Toda a gestão financeira e patrimonial é executada pelo Setor Administrativo do PSA com as Coordenações Setoriais, responsáveis pela condução dos convênios diretamente relacionados aos seus respectivos programas.

Em conformidade com o ano fiscal brasileiro – janeiro a dezembro – os relatórios financeiros, as prestações de contas e balanços patrimoniais são atualizados e auditados por um serviço independente, para então serem submetidos a analise pelo Conselho Fiscal do CEAPS e aprovação pela Assembleia Geral de sócios.

Acesse aqui o parecer de auditoria de 2012

Acesse aqui o parecer de auditoria de 2011

Acesse aqui o parecer de auditoria de 2010

Acesse aqui o parecer de auditoria de 2009

Acesse aqui o parecer de auditoria de 2008


Balanço Patrimonial 2013

Balanço Patrimonial 2012

Balanço Patrimonial 2011

Balanço Patrimonial 2010

Balanço Patrimonial 2009

Balanço Patrimonial 2008


PSA Relatório Anual 2014

PSA Relatório Anual 2013

PSA Relatório Anual 2012

PSA Relatório Anual 2011

PSA Relatório Anual 2010

PSA Relatório Anual 2009

PSA Relatório Anual 2008

  • GTA – Grupo de Trabalho Amazônico composto por mais de 600 ONGs da Amazônia, vem fortalecendo a participação da sociedade civil na formulação de propostas, projetos e políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da região.
  • FBOMS – Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais e Movimentos Sociais para o Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente reúne entidades da sociedade civil de todo o País para articulação de ações em torno da questão do meio ambiente e diálogo com políticas públicas e de Estado.
  • FAS – Fórum da Amazônia Sustentável – instância multissetorial que reúne entidades ambientalistas, ONGs, movimentos sociais, institutos de pesquisa e empresas da iniciativa privada, criando espaços de diálogos para a construção de consensos em torno de políticas, propostas e estratégias para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
  • REDES ASHOKA / AVINA / SCHWAB – Redes Mundiais de Empreendedores Sociais – formadas por indivíduos com destaque na liderança de suas instituições, sobretudo pelo empreendedorismo social e caráter inovador das experiências. A Coordenação do PSA é fellow Ashoka, Schwab e líder Avina.
  • REDE CGI – Clinton Global Initiative – rede mundial de iniciativas selecionadas, sejam de cunho social, ambiental, econômico e/ou cultural, que formalizam compromissos em torno de ações de inclusão e solidárias ao redor do Mundo.
  • RENOVE – Rede Nacional de Organizações Não Governamentais de Energias Renováveis – congrega entidades da sociedade civil dedicadas à promoção e inclusão das energias renováveis na agenda política do Brasil, contribuindo com o Ministério das Minas e Energia na elaboração do Programa Energético do País e difundindo a utilização de fontes “limpas”, testando aplicações e proporcionando o acesso a comunidades isoladas.
  • CPDSA21 – Comissão Política de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 – composta por atores governamentais e não governamentais para a formulação e implantação das Agendas 21 locais em todos os municípios brasileiros.
  • GEOLAB da Amazônia – é uma rede de laboratórios de Geoprocessamento formada por diversas instituições da Amazônia, com o objetivo de estabelecer parcerias interinstitucionais para o desenvolvimento de pesquisas integradas, com compartilhamento de dados e resultados entre os mesmos.
  • PREA – Polo Regional de Educação Ambiental – capitaneado pela SEMA (Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará) e baseado no PEAM (Programa Estadual de Educação Ambiental), abrange 8 municípios do Médio Amazonas envolvendo entidades governamentais, ONGs e órgãos de ensino, no desenvolvimento de estratégias sobre as questões ambientais e práticas sustentáveis de geração de renda.
  • REBECA – Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental – instância nacional que reúne profissionais de mídia visando fortalecer a questão ambiental junto aos meios de comunicação.
  • REBEA – Rede Brasileira de Educadores Ambientais – instância nacional que articula todas as redes regionais e estaduais de Educadores Ambientais.
  • Terra do Futuro – uma rede internacional com membros da América do Sul, Ásia, e Suécia, onde está sua sede, que apoia diversas atividades de formação, intercâmbio e informação, assim como projetos pilotos e iniciativas de desenvolvimento sustentável.
  • TURISOL – Rede Brasileira de Turismo Solidário e Comunitário – composta por organizações que se articularam para fortalecer o turismo comunitário no Brasil, com projetos presentes em 61 municípios de 8 Estados do Brasil.
  • GRUPO DE TRABALHO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO DIGITAL – composto por organizações governamentais e não governamentais para orientação e elaboração de políticas públicas e programas de fomento à inclusão digital no País.
  • CEP – Rede de Experiências em Comunicação, Educação e Participação – articulação de organizações da sociedade civil para melhoria da educação, com ênfase na leitura crítica de mídia e produção de comunicação por atores sociais como forma de empoderamento, autonomia e garantia de direitos.
  • Redes e Juventudes – rede de organizações e projetos juvenis do Norte/Nordeste brasileiro para troca de experiências e articulações em torno da definição de políticas públicas para a juventude.
  • PEP – Polo de Educação Permanente para Profissionais do SUS – reúne 19 municípios da região do Oeste do Pará como instância representativa da política de profissionalização do SUS – Sistema Único de Saúde.
  • Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns e Conselho Consultivo da Floresta Nacional do Tapajós (Flona) – compostos por representantes das comunidades residentes, entidades governamentais e ONGs da região, vem contribuindo na gestão participativa, implementação e consolidação de projetos e planos de manejo junto às respectivas Unidades de Conservação.
  • Conselhos Municipais de Santarém e Belterra (de Saúde; de Assistência Social; dos Direitos da Criança e do Adolescente; de Turismo e Meio Ambiente) – congregam entidades governamentais, não governamentais, privadas e de ensino, que atuam junto aos municípios para o acompanhamento da execução das políticas públicas locais em cada uma das respectivas áreas temáticas.

Coordenação Geral: Eugênio Scannavino  Neto | Caetano Scannavino Filho

ADMINISTRAÇÃO

  • Adriana Rodrigues Pontes (Coordenadora)
  • Sebastião Alves dos Santos
  • Manoel Altamir de Sá Neves
  • Paula Cristina Golvin
  • Wander Luiz Soares da silva
  • Everton Martins de Lima
  • Glauce Oliveira – T.I

EDUCAÇÃO, CULTURA E COMUNICAÇÃO

  • Fábio Pena (Coordenador)
  • Paulo Lima (Coordenador)
  • Elis Lucien R. Barbosa

EMPREENDEDORISMO

  • Paulo Lima (Coordenador)
  • Caroline Pilletti
  • Arivan Vinenti

DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL

  • Tiberio Alloggio (Coordenador)
  • João Carlos Dombroski
  • Edna Reis Costa Araújo
  • Silvanei Correa
  • Davide Pompermaier (Coordenador)
  • Valdemar Guimarães

Serviços e assessorias

O Projeto Saúde e Alegria promove ações e iniciativas junto as comunidades ribeirinhas há mais de 20 anos. A expertise e a visibilidade do trabalho na região consolidou o papel do PSA enquanto instituição fomentadora de programas de desenvolvimento sustentável.Saude e alegria 062

Para além das fronteiras da Amazônia, o PSA conquistou credibilidade nacional e internacional e, por conseguinte, ampliou novas oportunidades para divulgar a sua proposta junto a organizações privadas, públicas, ONGs e movimentos sociais realizando assessoraria e consultoria de trabalhos exitosos e temáticas que atualmente fazem parte da identidade do Sáude e Alegria.

Veja a seguir um resumo das experiências de intercâmbio e prestação de assessorias e consultorias:

Projetos Sociais e Comunitários:

  • Diagnóstico Participativo Consultoria
  • Planejamento Estratégico (método ZOOP – adaptado)
  • Relações interpessoais / Organismo de Trabalho
  • Programas Sociais / Capacitação de Agentes Multiplicadores e Lideranças
  • Saúde Comunitária, com enfoque em Unidades de Saúde da Família Fluviais
  • Inclusão digital em áreas rurais (software livre, conexão via satélite e energia fotovoltaica)
  • Avaliação e Monitoramento: indicadores de impacto e processo
  • Organização Comunitária e Gestão Participativa

Mobilização Comunitária:

  • Educação Ambiental e de Saúde
  • Resgate Cultural e Artes para a Educação e Participação
  • Jornal, Rádio e TV Comunitária
  • “Gran Circo Comunitário” Arte-educação

Intervenções / Oficina / Eventos:

  • Animação Educativa de Congressos e Eventos – Mensagens de Meio Ambiente e Saúde para o grande público através de intervenções rápidas de criação coletiva
  • Circo “Mocorongo” – Oficina participativa a partir da construção coletiva, resultando em um espetáculo baseado nos conteúdos orientados durante um evento
  • Rádio “Mocoronga”: Oficina participativa de rádio-viva, resultando em um programa veiculado ao vivo durante um evento
  • TV “Mexe com Tudo”: Oficina participativa de vídeo-processo, resultando em um documentário que é exibido durante um evento
  • Oficinas de Educação Ambiental
  • Oficinas de Educação em Saúde
  • Oficinas de Geração de Renda / Habilidades Específicas / Gênero
  • Desenvolvimento de Conceitos e Temas através de Metodologias Participativas
  • Inclusão Social e Cidadania para crianças, jovens, meninos de rua e portadores de atenção especial
  • Palestras sobre a Amazônia e suas Populações Tradicionais
  • Promoção de Eventos e Articulação de Representantes das Populações Tradicionais da Amazônia (lideranças e artistas locais, grupos culturais e ONGs)