Programas

Desenvolvimento Territorial

O programa é a base social e política do trabalho realizado pelo Projeto Saúde e Alegria. A partir da lógica das comunidades e dos cenários socioambientais o programa conduz ações fortalecendo a autogestão de suas representações.

A ocupação na região é tomada de forma desordenada e vem sendo constantemente ameaçada pela exploração ilegal da madeira e pela expansão do agronegócio. A grilagem de terra e os conflitos territoriais contribuem para o aumento do desmatamento, transformando a região em zona de grande disputa politica e territorial entre diversos atores sociais.

Diante do cenário, o PSA contribui através da assessoria que realiza as lideranças locais para que os povos da floresta possam se apropriar de seus territórios a partir do fortalecimento das organizações que integram os Assentamentos, Glebas e Unidades Conservação. Apoiar as bases locais é colaborar no controle social das politicas públicas, na defesa de suas terras e no bom manejo de seus recursos naturais para que possam ter viabilidade econômica, social e ambiental de suas áreas.

As iniciativas contemplam a Gestão Comunitária e o Mapeamento Participativo, ações que contribuem com a permanência das comunidades com direitos assegurados.

Mapeamento Participativo

O mapeamento participativo serve de apoio para que as lideranças comunitárias possam melhor gerir o território onde moram. O documento é uma ferramenta estratégica no combate à grilagem e a apropriação indevida dos recursos naturais, além de servir de base para o ordenamento territorial, regularização fundiária e aplicação de políticas públicas mais adaptadas para a realidade da região.

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Floresta Ativa

Agrega um conjunto de práticas e soluções adaptadas para o desenvolvimento territorial integrado, que visa gerar benefícios diretos à população tradicional envolvida e servir de referência em tecnologias socioambientais replicáveis para Unidades de Conservação da Amazônia.

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Gestão Comunitária

A gestão comunitária é uma das iniciativas que está presente nas mais diversas atividades desenvolvidas nos projetos realizados pelo Saúde e Alegria. O trabalho consiste em assessorar grupos de lideranças e as diversas comissões locais para a gestão das iniciativas implantadas, através da elaboração de Planos de Desenvolvimento Local.

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Saúde Comunitária

A saúde foi o ponto de partida para a criação do Projeto Saúde e Alegria. Aliar o lúdico com mensagens educativas foi a solução encontrada para prevenir doenças de origem primária, mas que contribuíam com o alto índice de desnutrição e mortalidade infantil na região do Oeste do Pará.

O difícil acesso, as longas distâncias, as populações dispersas, o baixo investimento em saneamento, a dificuldades de transporte e de comunicação somavam para que o Sistema Único de Saúde (SUS) alcançasse de modo insuficiente as comunidades localizadas na zona rural.

Diante deste quadro, o Programa de Saúde do PSA procurou somar esforços às politicas públicas para assegurar o direito a saúde e reduzir os níveis de exclusão destas populações, tornando mais acessíveis os serviços assistenciais e construindo ações resolutivas no campo da atenção básica com forte viés de prevenção e educação.

Em 2004 o PSA deu inicio a projetos na área do saneamento em novas áreas atendidas e que culminou na implantação de mais de 5 mil sanitários com fossas rústicas, distribuição de filtros de água para praticamente 100% das famílias, implantação de microssistemas de água encanada nos polos maiores e a perfuração de poços semiartesianos em localidades menores.

Através das parcerias das Prefeituras locais, representações comunitárias, universidades e organizações afins foi desenvolvido um modelo demonstrativo de saúde, participativo e adaptado à realidade amazônica, a operação da Unidade Móvel de Saúde – Navio “Abaré” – que hoje é referência do Ministério da Saúde para aplicação de politicas e estratégias de atenção básica em toda região.

Saúde da Família Fluvial e Modelo Abaré

A busca por um modelo de atenção básica adaptado à Amazônia avançou em 2006 com a implantação do Navio-hospital Abaré e assistência regular a mais de 15 mil ribeirinhos do Tapajós. Em 2010, a experiência se tornou política pública nacional. Desde então, o PSA repassou a gestão às Prefeituras locais e passou a apoiar a disseminação do modelo, a começar pelo Abaré II, um segundo barco adquirido para atender o Arapiuns. Por meio dessa nova política, o que foi semeado no Tapajós começa também a beneficiar ribeirinhos de outras regiões, com mais de 60 Unidades de Saúde Fluvial previstas pelo Ministério da Saúde.

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Água e Saneamento

Garantir água potável para o consumo doméstico das populações ribeirinhas amazônicas é ainda um grande desafio público. Apesar de a região pertencer à maior bacia hidrográfica do mundo, ainda é altíssima a incidência de doenças de veiculação hídrica e a mortalidade por viroses e diarreias agudas, relacionadas ao consumo inadequado de água do rio e…

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Empreendimentos Sustentáveis

A economia das comunidades da Amazônia tem como base histórica  a caça, a pesca, o extrativismo e a agricultura de subsistência, com pouca circulação de moeda. O avanço dos processos de ocupação,  práticas predatórias e desmatamentos reduziram a disponibilidade de recursos naturais, essenciais para sobrevivência destas populações, desestruturando este modo de vida tradicional.

Além da Amazônia suprir o país com produtos florestais, minérios, agropecuária e energia, existem todavia enormes potencialidades ainda a identificar e investir, desde serviços ambientais, materiais e técnicas tradicionais, até  a imensa biodiversidade ainda pouco conhecida. Se aproveitadas com bases modernas, tecnológicas e inclusivas, podem tornar competitiva a Economia da Floresta e assegurar um futuro sustentável para a região, seus  povos e o planeta.

O Programa Empreendimentos Sustentáveis busca implementar iniciativas demonstrativas que elevem a renda familiar, garantam a segurança alimentar e reduzam o impacto sobre o meio ambiente, como  componentes socioeconômicos estratégicos para a melhoria da qualidade de vida, conservação das florestas e desenvolvimento regional.

Apoia experiências como o turismo de base comunitária e a produção artesanal com matérias-primas florestais, como formas de complementação de renda, integradas com iniciativas de segurança alimentar, agroecologia e energias renováveis, em articulação com outros atores sociais, públicos e privados.

Energias Renováveis

O desafio que é de todo o mundo, de promover fontes de energia limpa e sustentável que diminuam a dependência de combustíveis fósseis e estejam acessível para todos, está sendo superado nas comunidades da Amazônia. Com a implantação de sistemas de energia fotovoltaica, que utiliza a luz do sol, estamos eletrificando residências de moradores da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

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Artesanato da Floresta

O trançado de cores e fibras manuseado por mãos caboclas e indígenas revelam a história e a cultura de um povo. Apesar de ser uma arte milenar a falta de apoio vinha contribuindo para que muitas artesãs abandonasse o trançado de palha, mas esse cenário mudou. O Programa Artesanato da Floresta tem hoje mais de 100 artesãs que participam de projetos apoiados pelo Saúde e Alegria. Os produtos são comercializados com o apoio do PSA com a marca coletiva Tramas e Cores – Artesanato da Amazônia

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Ecoturismo Comunitário

aEm Santarém, na região do Tapajós, quase no limite dos estados do Amazonas e do Pará encontram-se os rios Arapiuns, Tapajós e Amazonas. Lugares de encontros culturais de civilizações ancestrais para vivenciar experiências únicas e que podem ser proporcionadas pelo turismo de base comunitária. A iniciativa contribui com a geração de renda e com o desenvolvimento territorial da região.

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Educação e Comunicação

O programa visa ampliar as oportunidades de aprendizagem, despertando a cidadania e a consciência ambiental para o desenvolvimento e a valorização da cultura local. Na Amazônia, o resgate cultural é também educação ambiental, uma vez os dois processos estão intimamente relacionados à importância dos rios e da floresta na vida das pessoas.

A infância e a juventude são prioridades absolutas, especialmente porque mais de 53% da população atendida tem até 19 anos, sendo um dos segmentos no qual mais se projetam as contradições sociais da região. Buscamos o desenvolvimento integral das novas gerações de ribeirinhos com a garantia de seus direitos fundamentais.

Diante da realidade educacional das comunidades ribeirinhas, este componente se torna estratégico. O acesso ao ensino fundamental tem melhorado nos últimos anos, porém, somente 7,5% dos jovens conseguem concluir o ensino médio. Onde existem escolas, com poucos recursos além do livro didático, o currículo segue padrões nacionais ainda pouco apropriados à realidade e à cultura local.

O programa promove ações complementares às escolas, através de arranjos educativos locais que são formados como polos de uma Rede de Aprendizagem Colaborativa, animando processos de educação nas escolas e comunidades, englobando iniciativas como a Rede Mocoronga de Comunicação Popular, a Inclusão Digital na Floresta, Educação pelos Direitos da Infância, e o Circo Mocorongo de Saúde e Alegria.

Protegido: Gran Circo Mocorongo

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Circo Mocorongo

“E o palhaço o que é?” Nas comunidades onde o Projeto Saúde e Alegria atua, o palhaço é artista, mas também é médico, agrônomo, jornalista e através do teatro mambembe educa e ensina. Em meio às lendas que povoam o imaginário do povo ribeirinho, o Circo Mocorongo encena uma história real: a melhoria da qualidade…

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Rede Mocoronga

Poucas iniciativas permitem que a Amazônia seja apresentada pelos próprios moradores da região. Esse é um dos principais objetivos da Rede Mocoronga, capacitar jovens como repórteres comunitários para a produção de programas de rádio, vídeos, jornais locais e conteúdos para internet. Eles alimentam a circulação de informações e campanhas educativas, difundindo a realidade e a…

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Jovens Empreendedores no Tapajós

Um dos principais desafios da juventude é a construção de seus projetos de vida. Em um cenário com poucas oportunidades de inclusão produtiva no mercado formal, mas ao mesmo tempo com muitas possibilidades para inovar, criar novas formas de geração de renda, a região do Tapajós, município de Santarém — PA, é desafiadora. Para contribuir com esse…

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Crianças da Amazônia

Promover ações de educação popular em favor dos direitos das crianças e adolescentes é o mote do nosso trabalho. Como método, utilizamos o lúdico e a educação por meio da comunicação como formas para sensibilizar a população sobre a importância dos direitos das crianças, a fim de exercer a cidadania, melhorar a qualidade de vida…

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