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Jornal Intercomunitário do Projeto Saúde e Alegria - Rede Mocoronga de Comunicação Popular

NOVAS COMUNIDADES TÊM ACESSO À INTERNET

Jovens usam o computador pela primeira vez.

Linux, modem, PCs, software, mouse… Imagine que você está chegando em uma comunidade ribeirinha no coração da floresta Amazônia, sem acesso á telefone, energia elétrica e onde o rio é quase a única estrada trafegável. Agora imagine moradores dessas comunidades, especialmente crianças e jovens curiosos com os olhos arregalados frente à tela de um computador, com fome de informação e com muita coisa pra contar sobre sua cultura e sua realidade, dominando não apenas esses códigos da informática, mas o mundo das novas tecnologias de informação e comunicação.

É a revolução que já está acontecendo em quatro comunidades ribeirinhas que participam das ações do Saúde & Alegria. Na flona Tapajós, a comunidade de Maguari, e na Resex Tapajós/Arapiuns a comunidade de Suruacá já dispõe de telecentros culturais com acesso à Internet via satélite a mais de dois anos.

A partir dessa experiência de sucesso que vem sendo desenvolvida em parceria com a Rits – Rede de Informações para o Terceiro Setor, o programa agora dá passos largos para garantir o direito básico à inclusão digital a pelo menos mais duas comunidades da região.

Através do Projeto Amazônia Wi-Fi, com o apoio do Instituto para a Conectividade das Américas, a Rits e o Saúde & Alegria realizaram o teste e a implantação de uma nova forma de conectar as comunidades rurais à intenet.

As comunidades de Muratuba e Piquiatuba receberam, cada uma, um laptop com programas de código livre e aberto. A conexão foi feita por meio de sinais de rádio enviados a partir dos pontos de satélite do Gesac do governo federal. Em Muratuba foram instaladas duas antenas, uma para receber o sinal enviado pela antena de Maguari, e outra para enviar até Piquiatuba, na outra margem do rio, onde apenas uma antena foi montada. Cada comunidade também recebeu duas placas fotovoltaicas para a geração de eletricidade a partir da luz solar.

Os moradores decidiram qual seria o regime de utilização das máquinas e o local no qual elas ficariam. Em Muratuba, definiram a secretaria da escola, e em Piquiatuba, uma sala até então não utilizada do posto de saúde. Três jovens de cada comunidade foram treinados para serem monitores do ponto de acesso comunitário e repassarem o conhecimento adquirido.


Veja o depoimento da jovem Rosiana do grupo Jovens em Busca

da Esperança "JOBESP" para o jornal Arte e Vida, da comunidade de Muratuba, sobre a importância de participar do SuperAção:

"Em relação aos jogos do Game SuperAção que o grupo realizou, eu posso afirmar que todos foram válidos, pois me ajudaram a fazer uma reflexão sobre minha própria vida, ou seja, quem eu sou. Esses jogos fizeram com que despertasse o meu projeto de vida, o que eu quero ser, e lutar em busca desse sonho, pois todos nos sabemos que não é fácil, mas o grande desafio é a transformação, lutar para conseguir, enfrentando todos os obstáculos que aparecerem no nosso dia a dia. O que eu posso observar nos colegas é a força que os jovens possuem e a vontade de participar e fazer algo construtivo pela comunidade."

 

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