Terça-feira, 01 de Setembro de 2009
Quarta Jornada Cirúrgica nas margens do rio Tapajós

Entre os dias 14 e 23 de agosto a unidade móvel de saúde Abaré estava no rio Tapajós para realizar atendimento cirúrgico à população ribeirinha. A equipe do barco, composta por médicos e enfermeiras do Projeto Saúde e Alegria, a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, Belterra e Aveiro e a equipe médica voluntária dos Expedicionários da Saúde, realizou 168 cirurgias no prazo de 5 dias. Isto é 48 cirurgias mais do que foi previsto.
Entre as cirurgias, houve 116 gerais de, por exemplo, hernias, cistos e lipomas, e 52 oftálmicas, ou seja de catarata e pterigo. Além disso, houve 236 consultas médicas e foram realizados 955 exames. Foram atendidos os moradores da Floresta Nacional e da Reserva Extrativista, ambas situadas nas duas margens do rio Tapajós.
Expedicionários de Saúde
Essa jornada foi, como as três anteriores, acompanhada pelos Expedicionários de Saúde (EDS). EDS, composto por médicos voluntários, tem como missão de levar atendimento médico especializado, principalmente cirúrgico, às populações geograficamente isoladas na região amazônica. Graças a parceria com EDS, o Abaré foi equipado com um centro cirúrgico e os equipamentos mais modernos para realizar as cirurgias. Além disso, EDS providenciou a jornada com 12 voluntários: quatro anestesistas, quatro oftalmologistas , quatro cirurgiões gerais, uma enfermeira e uma coordenadora de logística.

Devolvendo a vista
Não é raro na região Amazônica a incidência de doenças degenerativas nos olhos, como catarata ou pterígio. Também é muito comum, por se tratar de populações que fazem muita força física, a existência de hérnias abdominais. Esses casos teriam que ser encaminhados para algum centro médico da região que realize cirurgias desse tipo. Mas com todas as dificuldades, apenas os casos graves conseguem ser atendidos. Por isso, o Projeto Saúde e Alegria, com apoio financeiro do Terre des Hommes Holanda e juntos com as Secretarias de Saúde dos municípios de Santarém, Aveiros e Belterra, realizam jornadas cirúrgicas que atendem os povos isolados e maioramente excluídos do tratamento que eles necessitam.
