Economia da Floresta
As populações tradicionais da Amazônia, tem uma economia baseada na caça, na pesca, no extrativismo vegetal e na agricultura de subsistência, com pouca circulação de moeda.
O avanço da indústria da madeira, da pecuária, da pesca industrial e do agronegócio em geral, que reduz drasticamente a disponibilidade de recursos naturais, desestruturaram este modo de vida tradicional.
Grilagem de terras, corte ilegal de madeira, avanço de pastagens, monocultura agrícola e mineração predatória são os principais combustíveis da devastação da Amazônia. Em nome de um suposto progresso econômico e da geração de empregos, a floresta vem abaixo, quase sempre sem levar em conta as questões ambientais e a responsabilidade social. Este modelo de agricultura industrial é intrinsecamente insustentável, pois apenas se viabiliza através da expansão das monoculturas, da concentração de terras, do uso intensivo de agroquímicos, da superexploração dos recursos naturais.
O desafio do núcleo de economia da floresta é promover a soberania alimentar e energética e elevação de renda familiar para as populações tradicionais, a partir de iniciativas empreendedoras sustentáveis.
O núcleo atua fomentando a implantação de experiências demonstrativas, que promovem a transição para práticas agrícolas, ecológicas e permaculturais, incentivam a recuperação de áreas degradadas e o manejo florestal, estimulam a integração da renda com atividades complementares como o ecoturismo de base comunitária e o artesanato, e viabilizam a utilização de fontes alternativas de geração de energia.