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Agroecologia

A utilização do fogo nos sistemas de produção ainda é uma modalidade de manejo praticado em solos agricultáveis na Região Amazônica. A agricultura de corte e queima é uma prática milenar já utilizada pelos primeiros habitantes do Brasil e até hoje praticada por centenas de milhares de agricultores. Após uma boa produção por poucos anos, a terra onde a mata bruta fora derrubada e queimada começa a dar sinais de que esta "fraca", e o agricultor geralmente abandona essa área em descanso para que se recupere a partir das próprias plantas, consideradas invasoras ou daninhas e, depois de algum tempo, seja restabelecida a fertilidade.

O período de pousio da vegetação neste tipo de sistema agrícola é insuficiente para a recuperação da fertilidade do solo. Como os nutrientes são exportados pela colheita ou perdidos pela lixiviação e, ou erosão, há uma conseqüente redução na fertilidade do solo. As deficiências de nutrientes e o aumento da pressão das plantas daninhas impedem cultivos posteriores, e as áreas são abandonadas, resultando em cultivos itinerantes em desequilíbrio.

O manejo inadequado da área desmatada, resulta num rápido declínio da capacidade produtiva do solo, que implica novas derrubadas. Desenvolver e melhorar tecnologias de manejo de solo para proporcionar cultivo contínuo é prioridade na Amazônia, visto que o sistema de cultivo tradicional é responsável pela produção da maioria dos alimentos locais.

O Núcleo de Economia da Floresta promove a permacultura que associa práticas ancestrais às descobertas da ciência moderna a partir da elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade e a estabilidade dos ecossistemas naturais. O projeto permacultural resulta na integração harmoniosa entre as pessoas e a paisagem, provendo alimentação, energia e habitação, entre outras necessidades, de forma sustentável. A permacultura representa a interface entre a agricultura e a floresta, aliando a produção à conservação dos recursos naturais; possibilita a recuperação de áreas alteradas e intensifica a produção em pequenas áreas, de forma permanente.

Visando prioritariamente a produção de alimentos para segurança alimentar das próprias comunidades e a autonomia energética a partir de um conjunto de tecnologias que utilizem de forma sustentável os recursos naturais renováveis, o núcleo atua na promoção de experiências demonstrativas de transição para práticas agroecológicas permaculturais que integrem:

  • reconversão de áreas degradadas para estabelecimento de sistemas produtivos sustentáveis;
  • manejo sustentável de ambientes naturais com vista a exploração de recursos não madeireiros, reduzindo o impacto sobre os recursos naturais;
  • criação de peixes e de pequenos animais.

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