Como Começou
O Projeto Saúde & Alegria
- PSA - nasceu de uma experiência prática do médico Eugenio Scannavino
Netto e da arte-educadora Márcia Silveira Gama com comunidades ribeirinhas
do município de Santarém. Em 1984, eles foram contratados pela prefeitura
para realizar assistência em saúde junto às áreas rurais.
Pela demanda encontrada, de
caráter básico e primário, além do atendimento médico, passaram a incorporar
ações de prevenção, treinando voluntários locais e realizando gincanas
educativas que pudessem, entre outras coisas, melhorar as condições de
higiene e reduzir os altos índices de mortalidade infantil e desnutrição.
Após um ano de trabalho bem sucedido, as comunidades encontravam-se
mobilizadas e os primeiros resultados de melhoria da saúde eram visíveis.
No entanto, as ações
tiveram que ser interrompidas em função do vínculo ao mandato da gestão
municipal. Para dar continuidade de forma mais independente ao movimento
desencadeado, foi fundado em 1985 o CEAPS - Centro de Estudos Avançados de
Promoção Social e Ambiental - permitindo a institucionalização da proposta e
oficialização de convênios de cooperação.
A partir de então, foram
delineadas as linhas gerais de um planejamento estratégico, baseado em
etapas seqüenciais e complementares, com o intuito de consolidar
gradualmente processos de desenvolvimento comunitário integrado, geridos
pela própria população, que pudessem garantir benefícios práticos e
continuados às comunidades e, ao mesmo tempo, contribuir de modo
demonstrativo no aperfeiçoamento das políticas públicas para a Amazônia.
Surge aí o “Projeto Saúde & Alegria”. |
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A Estratégia Global
A implantação da Proposta
Saúde e Alegria foi baseada em cinco etapas gradativas e complementares:
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Etapa I
(realizado) - Diagnóstico Participativo, Mobilização Comunitária e
Prioridades de Curto Prazo: esteve voltada para a realização de um
Diagnóstico Participativo - identificando as prioridades de curto, médio e
longo prazo - e para a execução de atividades que atendessem às demandas
mais prementes, com especial atenção à Saúde. Iniciou-se um amplo processo
de educação e participação comunitária para realização de ações básicas
que trouxessem benefícios práticos e imediatos para toda a população.
Conforme os resultados iam sendo alcançados, os moradores se sentiam
estimulados para ampliar a mobilização em torno de seu próprio
desenvolvimento, o que possibilitou a organização de grupos
multiplicadores em cada uma das localidades alvo.
• Etapa II (realizado) -
Prioridades de Médio e Longo Prazo: tendo em vista os trabalhos
antecedentes de diagnóstico, mobilização e atenuação das demandas
emergenciais, esta etapa se caracterizou pelo aperfeiçoamento das
atividades iniciadas, implantação de mecanismos continuados de avaliação e
planejamento participativos, além da implementação de programas
específicos de médio e longo prazo.
• Etapa III (realizado)
- Desenvolvimento Integrado e Capacitação para Gestão Comunitária: com a
consolidação do processo de desenvolvimento e participação comunitária,
amplia-se o leque de atividades e programas específicos. Esta etapa esteve
voltada para dar suporte à estas ações, aprofundando seus conteúdos e os
mecanismos de apropriação popular da proposta, capacitando a população
para assumir gradativamente a gestão técnica dos programas. Procurou-se
fortalecer as instâncias das organizações comunitárias existentes, bem
como a compreensão da população acerca das potencialidades de
desenvolvimento e gerenciamento de projetos, propiciando o instrumental
necessário para a autonomia e sustentabilidade social.
• Etapa IV (em andamento)
- Sustentabilidade e Integração as Políticas Públicas: com a gestão
comunitária consolidada, as experiências vem sendo redimensionadas no
sentido de integrá-las às políticas públicas e/ou estabelecer parcerias
inter-institucionais diretamente com a população organizada para dar
continuidade de seus programas. Nas áreas sociais, estão previstos
mecanismos de co-gestão com o sistema público. Nas áreas de geração de
renda, estão sendo desenvolvidas formas de sustentação econômica.
• Etapa V –
Reflexão
Global da Experiência e Replicação da Proposta: nesta etapa, se efetuará
uma sistematização global da experiência, incorporando as lições
aprendidas de maneira a oferecer assessoria à Entidades Públicas, Privadas
e Movimentos Sociais para a multiplicação e/ou replicação do Modelo
(integral ou parcialmente) junto à outros contextos e/ou regiões.
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Saúde: uma
demanda emergencial
no início do
Projeto

Auto-gestão: comunidades se apropriando
do modelo
de desenvolvimento implantado
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Saúde &
Alegria na Bahia (Itaporanga/Porto Seguro): replicando a
experiência em outras regiões
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Expo Amazônia Brasil: levando
a realidade dos Povos da Floresta para os grandes
centros do país e do exterior |
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